um blog pra desabafar, pra deixar pensamentos para o futuro, queixas, crises, opniões, questões mal levantadas, erros de português, falta de coesão, desabafos, fotos... No final, eu em palavras...
quinta-feira, 12 de abril de 2007
destinações
algumas pessoas parecem destinadas a fazer certas coisas, mesmo que possa parecer tolo...
é incrivel como algumas coisas são estranhamente determinadas...
estranho...
no mínimo...
sexta-feira, 6 de abril de 2007
sexta santa
numa sexta-feira santa se discutir sobre deus, segundo a biblia foi nesse dia que jesus saiu do mundo que conhecemos e foi para junto do Pai, nosso criador Deus...
toda essa magnífica história é assim descrita em textos que dizem terem ser escritos por aqueles que andaram junto com o cristo, chamados apostólos mais alguns livros mais antigos...
agora.. nunca consegui acreditar nessa história pois sempre me pareceu muito cômodo para os ditos clérigos que as escrituras os favoressam tanto...
enfim.. fica tudo muito confuso, mas se resume assim:
sempre achei que as histórias encontradas na bíblia fossem contos criados pelo povo, assim como aconteceu com os deuses romanos...
mas é claro.. isso não muda nada...
então hoje lamentamos a morte do filho, para domingo comemorar a sua ressureição!
copiando alberto caeiro
O que penso eu do Mundo?
Sei lá o que penso do Mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o Sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o Sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do Sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do Sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
«Constituição íntima das coisas»...
«Sentido íntimo do Universo»...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
sem propósito
O propósito desse tópico não existe na minha compreensão, estou escrevendo porque não tenho mais nada para fazer, só que também não consigo pensar em mais nada produtivo pra fazer e é por isso que estou aqui agora.
Buscava o sentido das coisas até descobrir que nada tinha sentido, então comecei a buscar o sentido das coisas e constatei que nada tinha propósito, então, no final eu estou sendo totalmente coerente com a idéia de mundo que conhecemos.
Sem propósito e sem fundamento escrevo linhas de incompreensão na quais desbravo as sutilezas da loucura num despropósito sem moral e sem sentido.
O que acho que das coisas?
Acho que coisa nenhuma, pois se conhecesse algo então não teria essa dúvida.
Porém me parece mais sensato pensar que talvez eu saiba de tudo e que as coisas novas que eu acho que não sei na verdade se resume a não ser tudo aquilo que eu espero, e que no final não queria estar usando tantas palavras que contenham esse fonema “qu”...
E agora no final nada me parece tão confuso... É claro, isso digo com experiência pessoal, que estar confuso é completamente normal e lógico, ora se tivesse conhecimento suficiente para não ser confuso então eu seria tão bem elucidado das coisas que viver seria desnecessário.
Aliás mesmo não as coisas não serem tão claras acredito que viver seja sem sentido, mas não ignoro a importância da vida em mim, fico grato por até agora estar vivo, por estar vivendo, pelo fato de conseguir acreditar que depois da vida existe ainda mais vida, ou morte, sei lá... algo mais...
Agora o que seria esse algo mais eu não tenho idéia, talvez consiga viver após a vida como ser humano como uma árvore, até seria legal ser uma árvore, mas não quero a simplicidade de ser uma árvore no meio da avenida de uma cidade, se o pós-morte for algo atemporal, assim como é extra-físico então gostaria de ser uma árvore durante os tempos primordiais enquanto os elfos ainda existiam na Terra-Média, quando ainda se tinha conhecimento do caminho de Valinor e os mares ainda eram planos e os Homens ainda não tinham sido acordados...
Enfim, depois dos devaneios mais um poema dadaísta, mas agora em várias línguas:
Source sleep cow fronha da manhã
Demoniakus sauron ignus felagund
Soturniando sofrívolo despejante sádico
Deutschland encyklopedin librement
Naturvetenskap solanante espancadável
Biologie sapencatante kirolsu lavegável
terça-feira, 3 de abril de 2007
compromentimento
mas achei conveniente postá-la agora, por quê? não sei...
é estranho como as pessoas tenham tão pouco comprometimento para com os outros, mas ainda sim isso é totalmente aceitável, o que mais me intriga é a falta de comprometimento que as pessoas tem consigo mesmo.
o meu maior exemplo sou eu! e digo isso com experiência, sei que nas muitas vezes em que machuco alguém pode ter certeza que de certa forma meu comprometimento com a pessoa foi falho, mas fazer o quê?
as vezes não se pode evitar.. e agora sendo totalmente egoísta: com a maioria das pessoas que isso acontece, digamos que seja totalmente indiferente...
agora o grande problema se encontra quando a falta de comprometimento parte de mim, são os momentos em que mais eu me encontro na fossa...
enfim... deveria aprender com isso, mas parece que o que eu aprendo serve somente para me levar mais para baixo... cada vez mais... será que não existe um fundo??
ah! no final tudo bem... se sobrevivi até agora...