relendo o último post... fiquei me perguntando o quanto é viver o suficiente, cheguei a conclusão de que isso é bem mais fácil do que se pensa!
basta que você viva, só isso...
agora quem vai definir o seu modo de vida é você e isso é incondicional, imutável e irreversível.
mas nem por isso você deve definir seu modo de vida como único e exclusivo, basei-se nas pessoas ao redor, nas vidas que te cercam, na experiência dos novos e na burrice dos velhos...
enfim... quer um exemplo, simplesmente não siga nada do que disse até agora...
um blog pra desabafar, pra deixar pensamentos para o futuro, queixas, crises, opniões, questões mal levantadas, erros de português, falta de coesão, desabafos, fotos... No final, eu em palavras...
sábado, 10 de março de 2007
quinta-feira, 8 de março de 2007
vida completa
Levantou-se da mesa logo após terminar o café. Agradeceu a cadeira por tê-lo suportado tanto tempo, agradeceu a mesa por manter seu café em um lugar seguro e em seguida agradeceu aos talhares que apeteceram sua refeição.
Em seguida foi ao quarto, no caminho, agradeceu as demais coisas em tinha tocado e usado, agradeceu também as coisas que não tinha usado, fez isso simplesmente para que elas não se sentissem ofendidas. Quando chegou ao quarto, desfez a cama, e a refez, pela quinta vez no mesmo dia e voltou a agradecê-la. Tirou seus pijamas, os deitou delicadamente sobre a cama (mais uma vez agradeceu a cama por aceitar tal peso) então se dirigiu ao banheiro para o seu banho matutino, entrou no chuveiro, agradeceu a tudo, tomou seu banho, porém saiu meio atordoado pelo fato de ter derrubado o sabonete no chão, estava achando que nunca mais iria ser desculpado.
Enfim saiu do banho, enroulou-se na toalha, enxugou-se, como de custume fez isso com a maior delicadeza para não ferir os sentimentos da toalha, após estar seco, pendurou a toalha delicadamente em um canto para que ela pudesse secar, vestiu-se (tomando o maior cuidado para não desalinhar as roupas, nem fazer com que elas ficassem amassadas) recolheu o pacote que havia em cima do seu criado mudo e tomou seu rumo para o trabalho, que por grande comodidade ficava do outro lado da rua, ao sair agradeceu ao portão, a calçada, a rua, etc. Enfim, agradeceu tudo aquilo que tocava.
Ao chegar no trabalho tomou seu primeiro café, agradeceu aos copos e a cafeteira, porém intimamente refletiu que poderia ter colocado mais açúcar, mas como já havia se dirigido ao açucareiro, achou melhor não dizer mais nada. Então se encaminhou a sua mesa de trabalho, ouviu alguns comentários a seu respeito e no final ignorou e seguiu seu caminho.
Já sentado, começou a refletir se o que iria fazer naquele dia seria o suficiente para mostrar a todos a sua posição. Ligou seu computador, esperou, esperou, agradeceu ao Windows por ter funcionado suficientemente bem. Fez metade das suas coisas do dia e então deixou as preocupações de lado, levantou-se, agradeceu mais uma vez sua sala, por tê-lo aguentado retirou do bolso o pacote que havia pegado em casa e seguiu em direção a sala da chefia, onde hoje seria homenageado como melhor funcionário do mês, entrou na sala, todos a sua volta, dirigiu algumas palavras a porta, e então encarou a realidade que tanto o assustava, muitas pessoas ao seu redor, foi então que sacou o pequeno embrulho que havia trazido de casa, desembrulhou a pequena metralhadora que havia comprado dias antes, disse algumas gentis palavras a ela e então enquanto todos o olhavam espantados, descarregou-a em todos, no momento não sabia se tinha matado a todos, mas o extâse que invadia sua alma o encheu de orgulho e então bradou em boa voz todas as suas vontades, todos os seus desejos, gritou suas maiores vontades, seus maiores medos, suas alegrias e tristezas, então deitou-se no chão e morreu, junto com todas as outras pessoas.
Alguns dizem que morreu por não ter mais nada para fazer e que já havia vivido o suficiente.
Em seguida foi ao quarto, no caminho, agradeceu as demais coisas em tinha tocado e usado, agradeceu também as coisas que não tinha usado, fez isso simplesmente para que elas não se sentissem ofendidas. Quando chegou ao quarto, desfez a cama, e a refez, pela quinta vez no mesmo dia e voltou a agradecê-la. Tirou seus pijamas, os deitou delicadamente sobre a cama (mais uma vez agradeceu a cama por aceitar tal peso) então se dirigiu ao banheiro para o seu banho matutino, entrou no chuveiro, agradeceu a tudo, tomou seu banho, porém saiu meio atordoado pelo fato de ter derrubado o sabonete no chão, estava achando que nunca mais iria ser desculpado.
Enfim saiu do banho, enroulou-se na toalha, enxugou-se, como de custume fez isso com a maior delicadeza para não ferir os sentimentos da toalha, após estar seco, pendurou a toalha delicadamente em um canto para que ela pudesse secar, vestiu-se (tomando o maior cuidado para não desalinhar as roupas, nem fazer com que elas ficassem amassadas) recolheu o pacote que havia em cima do seu criado mudo e tomou seu rumo para o trabalho, que por grande comodidade ficava do outro lado da rua, ao sair agradeceu ao portão, a calçada, a rua, etc. Enfim, agradeceu tudo aquilo que tocava.
Ao chegar no trabalho tomou seu primeiro café, agradeceu aos copos e a cafeteira, porém intimamente refletiu que poderia ter colocado mais açúcar, mas como já havia se dirigido ao açucareiro, achou melhor não dizer mais nada. Então se encaminhou a sua mesa de trabalho, ouviu alguns comentários a seu respeito e no final ignorou e seguiu seu caminho.
Já sentado, começou a refletir se o que iria fazer naquele dia seria o suficiente para mostrar a todos a sua posição. Ligou seu computador, esperou, esperou, agradeceu ao Windows por ter funcionado suficientemente bem. Fez metade das suas coisas do dia e então deixou as preocupações de lado, levantou-se, agradeceu mais uma vez sua sala, por tê-lo aguentado retirou do bolso o pacote que havia pegado em casa e seguiu em direção a sala da chefia, onde hoje seria homenageado como melhor funcionário do mês, entrou na sala, todos a sua volta, dirigiu algumas palavras a porta, e então encarou a realidade que tanto o assustava, muitas pessoas ao seu redor, foi então que sacou o pequeno embrulho que havia trazido de casa, desembrulhou a pequena metralhadora que havia comprado dias antes, disse algumas gentis palavras a ela e então enquanto todos o olhavam espantados, descarregou-a em todos, no momento não sabia se tinha matado a todos, mas o extâse que invadia sua alma o encheu de orgulho e então bradou em boa voz todas as suas vontades, todos os seus desejos, gritou suas maiores vontades, seus maiores medos, suas alegrias e tristezas, então deitou-se no chão e morreu, junto com todas as outras pessoas.
Alguns dizem que morreu por não ter mais nada para fazer e que já havia vivido o suficiente.
quinta-feira, 1 de março de 2007
antes que eu me esqueça
na vida nada se mostrou mais fugaz do que a própria vida...
no final tudo o que eu me esforço em relatar se mostra indiferente e confuso, inexpressivo....
queria deixar claro para as pessoas que me rodeiam, o quanto são importantes...
o quanto me fazem bem e mal...
ainda vou mudar isso....
no final tudo o que eu me esforço em relatar se mostra indiferente e confuso, inexpressivo....
queria deixar claro para as pessoas que me rodeiam, o quanto são importantes...
o quanto me fazem bem e mal...
ainda vou mudar isso....
é..
deveria parar com essas coisas...
azares da vida, tudo que nela se concentra nela se encerra..
talvez seja uma das razões da existência de deus, para alguns...
queria fazer das pessoas, pessoas felizes..
dos meus amigos pessoas melhores..
mas e de mim.. o que esperar de mim?
não sei, o que deveria? será que nessa pergunta se encerra minha resposta?
poderia ser.. ficaria feliz se houvesse respostas simples para isso... na verdade se houvesse respostas eu ficaria feliz...
na verdade ficaria feliz se isso fosse possível...
bom. não posso dizer que sou infeliz..
realmente sou feliz quando estou com os meus amigos... mas nisso eu encaro uma verdade dolorosa, quais desses eu posso dizer: - meu amigo!!
ah.. com isso é dificil, na vida essas coisas podiam ser mais claras, porém seriam ralas e talvez nulas e talvez a amizade não teria tanto sentido...
ah.. como isso me incomoda...
como incomoda não saber das coisas...
como incomoda não entender.. não ter vivido... ainda ter de viver...
como incomoda reclamar disso...
enfim.. no fundo sei que posso contar comigo... e até pouco tempo achava isso possivel... porém hoje em dia isso não tem mais tanto fundamento...
e nada me faz mais (in)feliz do que ter amigos...
azares da vida, tudo que nela se concentra nela se encerra..
talvez seja uma das razões da existência de deus, para alguns...
queria fazer das pessoas, pessoas felizes..
dos meus amigos pessoas melhores..
mas e de mim.. o que esperar de mim?
não sei, o que deveria? será que nessa pergunta se encerra minha resposta?
poderia ser.. ficaria feliz se houvesse respostas simples para isso... na verdade se houvesse respostas eu ficaria feliz...
na verdade ficaria feliz se isso fosse possível...
bom. não posso dizer que sou infeliz..
realmente sou feliz quando estou com os meus amigos... mas nisso eu encaro uma verdade dolorosa, quais desses eu posso dizer: - meu amigo!!
ah.. com isso é dificil, na vida essas coisas podiam ser mais claras, porém seriam ralas e talvez nulas e talvez a amizade não teria tanto sentido...
ah.. como isso me incomoda...
como incomoda não saber das coisas...
como incomoda não entender.. não ter vivido... ainda ter de viver...
como incomoda reclamar disso...
enfim.. no fundo sei que posso contar comigo... e até pouco tempo achava isso possivel... porém hoje em dia isso não tem mais tanto fundamento...
e nada me faz mais (in)feliz do que ter amigos...
ao som de sleeping - cat power, tudo aquilo que eu considerava certo na vida me parece tortuoso e pouco confiável, acho que cessar de viver nesses pontos é possível...
porém são pontos raros e instáveis, gostaria de não ter de me apoiar neles, mas é neles em que mais forma toma minha vida...
ah! quão triste pode ser a solitude do momento, ou quanto pode sofrer o homem em minutos..
quão alegre pode ser por uma vida??
não posso mais dar outros nomes a isso..
são sentimentos que não posso explicar em palavras, nem em idéias..
em sentimentos, em prosa, poesia,...
que inveja sinto das pessoas, das palavras, das inovações...
das situações que me rodeiam.. tudo agora parece superficial...
porém são pontos raros e instáveis, gostaria de não ter de me apoiar neles, mas é neles em que mais forma toma minha vida...
ah! quão triste pode ser a solitude do momento, ou quanto pode sofrer o homem em minutos..
quão alegre pode ser por uma vida??
não posso mais dar outros nomes a isso..
são sentimentos que não posso explicar em palavras, nem em idéias..
em sentimentos, em prosa, poesia,...
que inveja sinto das pessoas, das palavras, das inovações...
das situações que me rodeiam.. tudo agora parece superficial...
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